sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

¡Grandes Mujeres de la Revolución Cubana!

SEM AS MULHERES, NÃO HÁ REVOLUÇÃO!
    "Vilma Espín Guillois semeou um caminho essencial para o empoderamento das mulheres cubanas."
                       
Vilma EspínEterna Presidenta, foi fundadora da Federação de Mulheres Cubanas - FMC
“Dia histórico e promissor”, Fidel Castro sobre a fundação da FMC
Em 23 de agosto de 1960, Fidel Castro preside o ato de constituição da Federação das Mulheres Cubanas, sendo eleita Vilma Espin à frente da organização, naquele dia, profere um discurso destacando o papel da mulher na Revolução, da qual Compartilhamos algumas frases desse discurso emocional (conferir em link abaixo).



Vilma Espín Guillois - Heroína da República de Cuba

Vilma Lucila Espín Guillois – nasceu em 07/04/1930 - Santiago de Cuba, faleceu em Havana em 18/06/2007. Personalidade importante do movimento revolucionário cubano, com o nome de guerra Deborah, foi uma notável combatente clandestina sob o comando de Frank País García, especialmente durante a revolta de 30 de novembro de 1956 em Santiago de Cuba, Mariela, a mulher que subiu à Sierra. Juntou-se ao Exército Rebelde na Sierra Maestra quando sua vida estava em perigo extremo na revolta urbana. Cumpriu função no exercício como Engenheira Química.
Alicia, Mónica e Déborah foram seus nomes na luta clandestina. Mariela, a mulher que escalou à Sierra. Todos esses pseudônimos protegiam a identidade de Vilma Lucila Espín Guillois, a jovem que não hesitou em lutar entre montanhas, na cidade e nas tribunas, porque acreditava em um país melhor, no poder do amor, da família, da justiça e da honestidade. Desde seu falecimento em 2007 sua presença não nos acompanha fisicamente, mas nas fotos, na memória de todos e em cada obra em que vive sua marca, seu sorriso franco, permanecem.
Vilma Espín, a mais bela Revolucionária
Este artigo foi escrito por Celia Hart Santamaría, filha de Haydeé Santamaría e Armando Hart, quando Vilma Espín morreu em 19 de junho de 2007. Nem quem inspirou estas palavras nem quem as escreveu estão fisicamente conosco, mas as mesmas palavras e os fatos que os tornaram possíveis continuam a nos inspirar.
A Mulher na Revolução
Com o triunfo da Revolução, Vilma encabeçou a unificação das organizações femininas para a formação da Federação de Mulheres Cubanas (FMC), em 23 de agosto de 1960. Integrou o Comitê Central do Partido Comunista de Cuba desde sua fundação em 1965. Deputada da Assembleia Nacional do Poder Popular desde a primeira legislatura, presidiu a Comissão Nacional de Prevenção e Atenção Social, a Comissão de Infância, da Juventude e da Igualdade de direitos da Mulher.

A mulher sempre foi protagonista na luta revolucionária. E um dos exemplos mais notáveis foi Vilma Espín.

Bem contada, a história se torna um emocionante relato, cheio de cor e habitada por uma infinidade de vozes e fatos. Há eventos de primeira magnitude, poderosos como a larva que brota de um vulcão. Eles apontam para um ponto de virada de um coração animado por conflitos que surgem em termos diferentes em cada época.
Vilma Espín, figura histórica da revolução cubana, também foi esposa do ex-presidente de Cuba, Raúl Castro.
À frente da Federação de Mulheres Cubanas (FMC), cargo vitalício que ocupava desde 1960, e como membro do Escritório Político e do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, Vilma Espín se tornou uma das mulheres com mais peso político e maior cota de poder da revolução. 
ENTREVISTA INÉDITA COM VILMA ESPÍN GUILLOIS
"...la vida, si me la pides"




Vilma Espín foi guerrilheira do Exército Rebelde na Sierra Maestra. Pouco depois da vitória da revolução, casou-se com Raúl Castro, ministro das Forças Armadas Revolucionárias e segundo homem na hierarquia cubana, com quem teve quatro filhos. Durante anos atuou na função de Primeira-dama em atos públicos, acompanhando o presidente Fidel Castro.

Vilma Espín morreu em Havana, em 18 de junho de 2007, aos 77 anos, vítima de uma longa doença.

A Direção do Partido Comunista e do Estado cubano fizeram uma vigília solene no teatro Karl Marx, em Havana.

Conforme a sua vontade, Vilma Espín teve seu corpo cremado. As suas cinzas foram depositadas no Mausoléu da II Frente Frank País, em Sierra Maestra, berço da revolução. A cerimônia teve honras militares.
Reconhecemos em Vilma, em Celia e em Haydée, paradigmas de valor incontestável, heroínas da Sierra e El Llano. Teríamos que saber muito mais sobre sua formação e a extensa anedota que ilustra sua ação concreta em combate e na fase de construção da nova sociedade. Sob a ditadura de Batista, o chamado do Moncada estava expandindo seu poder de convocação. Depois da queda de Frank País, as mulheres de Santiago não tiveram medo de desafiar a repressão. Nessa e em outras cidades, cumpriram tarefas da mais diversa natureza. Eles levantaram fundos, ofereceram abrigos, moveram armas. Eles enfrentaram perseguição, assédio e tortura. Por estarem na Serra, Fidel conseguiu superar os preconceitos machistas e formar o grupo de lutadores das Marianas.
La mujer en la Revolución
Com o triunfo da Revolução, a mulher cubana conquistou direitos que ainda constituem demandas pendentes em boa parte do mundo. Elas recebem o mesmo salário por trabalho igual. A maternidade goza de ampla proteção. Ascendem a responsabilidades de alto escalão. Portadores de uma tradição, eles continuaram a amadurecer durante todo esse processo. Responsável por novas responsabilidades, assumem uma dupla jornada de trabalho. Em seu trabalho silencioso (mães), elas constituem um dos pilares da sociedade.
"As Lutas de Vilma" - Leia a reflexão de Fidel (link abaixo)
Las luchas de Vilma

"Yo fui una vez" - Silvio Rodríguez 
Canção interpretada por Silvio Rodriguez, para o documentário "Mujeres de la guerrilla". Video clipe de Consuelo Elba, transmitido pela Mesa Redonda da Televisão Cubana. Niurka González na flauta.
Vilma Espín, Celia Sánchez, Delsa Puebla, Haydée Santamaría
Sem as Mulheres, não há Revolução!


Fontes Diversas, entre elas:
- Cuba Debate -
http://www.cubadebate.cu/etiqueta/vilma-espin-guillois/
- Etc.

_Organização e publicação: Gláucia Lima (escritora, editora do Blog: Ser İVoz!) – vice-presidente da Casa de Amizade Brasil/Cuba-CE e Coordenadora do FMFi – Fórum de Mulheres no Fisco.


Celia Sánchez – heroína do povo cubano
Conhecida como Celia Ester de los Desamparados, Célia Sánchez Manduley foi uma das mais próximas colaboradoras de Fidel, foi a primeira mulher a combater no Exército Rebelde e a principal promotora do pelotão feminino “Las Marianas”.
"Nós, rebeldes, recebemos muito crédito para vencer a revolução. Nossos inimigos merecem a maior parte do crédito, por serem covardes e idiotas gananciosos".
Celia Sánchez, Delsa Puebla, Vilma Espín, Haydée Santamaría
Celia Sánchez Ester de los Desamparados Manduley juntou-se ao Movimento 26 de Julho durante a Guerra de Libertação Nacional de Cuba, organizando, por orientação de Frank país, a rede clandestina de camponeses, que foi vital para a sobrevivência da guerrilha, iniciada com o desembarque no sul de Oriente em 02 de dezembro de 1956.


Celia teve papel destacado na criação, em setembro de 1958, do batalhão feminino Mariana Grajales, que operava na zona de La Plata, Sierra Maestra. As mulheres passaram a ocupar posições de combatentes nos confrontos do Exército Rebelde contra as forças militares da tirania de Batista.

Em Sierra Maestra, além de combater, Celia atuou como secretária e memória viva da guerrilha, pois guardava todos os documentos, papéis, anotações, palavras e discursos de Fidel, até as piadas que o Comandante contava em momentos de descontração. A quem considerava um exagero guardar tudo, ela afirmava: “Há muitos papéis sem importância hoje, mas para o futuro e para a história, serão de grande valor”. Após o triunfo de 1º de janeiro de 1959, foi secretária do Conselho de Estado, deputada do Parlamento, membro do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e da Direção Nacional da Federação de Mulheres Cubanas. Destacou-se como difusora da história, das artes, da moda, da comida e de todas as formas de manifestação da nacionalidade cubana.
Morreu, vitimada por um câncer, no dia 11 de janeiro de 1980. O monumento erguido em sua homenagem no Parque Lênin, no subúrbio de Havana, está sempre coberto por centenas de flores que ela tanto amava. Seu nome está nas ruas, nas praças, escolas e nas inúmeras Celias que, em todo o país, carregam consigo a homenagem das suas mães à heroína do povo cubano.   

Celia: a Flor Nativa
Ela nasceu em Cuba em 1920, filha de médico e tinha oito irmãos. Célia Sánchez Manduley desde cedo revelou duas tendências: liderança e simpatia. Muito jovem, ingressou no Partido do Povo Cubano, por influência do pai que fazia oposição ao governo Fulgêncio Batista. Todos conhecem a história de Fidel Castro, mas poucos sabem que ela esteve no centro da Revolução Cubana.
Célia usou o seu poder de comunicação para organizar um movimento de guerrilha libertadora. O movimento criou corpo e em 1957, ela entrou no Exército Rebelde tornando-se uma brava guerrilheira e fiel aliada de Fidel Castro.
Sendo amiga íntima de Fidel, passou a organizar a vida dele e era a única de ousava criticá-lo. Foi a primeira guerrilheira da Sierra Maestra, e isso, abriu oportunidades para outras mulheres seguir seu exemplo. Tendo poder e sabedoria para comandar, esteve à frente no ataque ao Quartel Uvero, saindo-se vitoriosa ao exército de Batista. Dizem que as grandes decisões políticas partiam dela. Além do comando, Célia controlava tudo, inclusive as finanças do grupo.
Tinha a mania de anotar, guardar, escrever, tudo o que acontecia sob a justificativa de “preservar a história”. Fez parte do Comitê Central do Partido Comunista Cubano. Era ferrenha defensora das artes, da moda, da gastronomia e das flores da região, tudo em nome da história. Amava tanto as flores que, Fidel a chamava de ‘flor autóctone” (nativa).
Morreu de câncer em 1980 e a casa onde nasceu agora é museu. Ganhou um mausoléu em Havana onde está sempre coberto de flores. É tida como heroína. E mais: é impossível escrever a história de Fidel Castro sem citar Célia Sanchez. Guerrilheira sim, mas sem perder a ternura.

Celia Sanchez não foi apenas a mais importante recrutadora e organizadora da Revolução Cubana, ela também foi a guerrilheira mais corajosa e mais determinada nas montanhas de Sierra Maestro durante os três anos cruciais em que Fidel Castro estava na prisão ou no México. Sem Celia não teria havido nenhuma revolução para Fidel se juntar.


__Organização e publicação: Gláucia Lima (escritora, editora do Blog: Ser İVoz!) – vice-presidente da Casa de Amizade Brasil/Cuba-CE e Coordenadora do FMFi – Fórum de Mulheres no Fisco.

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