sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

İGrandes mujeres de la Revolución Cubana!

Celia Sánchez – heroína do povo cubano
Conhecida como Celia Ester de los Desamparados, Célia Sánchez Manduley foi uma das mais próximas colaboradoras de Fidel, foi a primeira mulher a combater no Exército Rebelde e a principal promotora do pelotão feminino “Las Marianas”.
"Nós, rebeldes, recebemos muito crédito para vencer a revolução. Nossos inimigos merecem a maior parte do crédito, por serem covardes e idiotas gananciosos".
Celia Sánchez, Delsa Puebla, Vilma Espín, Haydée Santamaría
Celia Sánchez Ester de los Desamparados Manduley juntou-se ao Movimento 26 de Julho durante a Guerra de Libertação Nacional de Cuba, organizando, por orientação de Frank país, a rede clandestina de camponeses, que foi vital para a sobrevivência da guerrilha, iniciada com o desembarque no sul de Oriente em 02 de dezembro de 1956.

Celia teve papel destacado na criação, em setembro de 1958, do batalhão feminino Mariana Grajales, que operava na zona de La Plata, Sierra Maestra. As mulheres passaram a ocupar posições de combatentes nos confrontos do Exército Rebelde contra as forças militares da tirania de Batista.

Em Sierra Maestra, além de combater, Celia atuou como secretária e memória viva da guerrilha, pois guardava todos os documentos, papéis, anotações, palavras e discursos de Fidel, até as piadas que o Comandante contava em momentos de descontração. A quem considerava um exagero guardar tudo, ela afirmava: “Há muitos papéis sem importância hoje, mas para o futuro e para a história, serão de grande valor”. Após o triunfo de 1º de janeiro de 1959, foi secretária do Conselho de Estado, deputada do Parlamento, membro do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e da Direção Nacional da Federação de Mulheres Cubanas. Destacou-se como difusora da história, das artes, da moda, da comida e de todas as formas de manifestação da nacionalidade cubana.
Morreu, vitimada por um câncer, no dia 11 de janeiro de 1980. O monumento erguido em sua homenagem no Parque Lênin, no subúrbio de Havana, está sempre coberto por centenas de flores que ela tanto amava. Seu nome está nas ruas, nas praças, escolas e nas inúmeras Celias que, em todo o país, carregam consigo a homenagem das suas mães à heroína do povo cubano.   

Celia: a Flor Nativa
Ela nasceu em Cuba em 1920, filha de médico e tinha oito irmãos. Célia Sánchez Manduley desde cedo revelou duas tendências: liderança e simpatia. Muito jovem, ingressou no Partido do Povo Cubano, por influência do pai que fazia oposição ao governo Fulgêncio Batista. Todos conhecem a história de Fidel Castro, mas poucos sabem que ela esteve no centro da Revolução Cubana.
Célia usou o seu poder de comunicação para organizar um movimento de guerrilha libertadora. O movimento criou corpo e em 1957, ela entrou no Exército Rebelde tornando-se uma brava guerrilheira e fiel aliada de Fidel Castro.
Sendo amiga íntima de Fidel, passou a organizar a vida dele e era a única de ousava criticá-lo. Foi a primeira guerrilheira da Sierra Maestra, e isso, abriu oportunidades para outras mulheres seguir seu exemplo. Tendo poder e sabedoria para comandar, esteve à frente no ataque ao Quartel Uvero, saindo-se vitoriosa ao exército de Batista. Dizem que as grandes decisões políticas partiam dela. Além do comando, Célia controlava tudo, inclusive as finanças do grupo.
Tinha a mania de anotar, guardar, escrever, tudo o que acontecia sob a justificativa de “preservar a história”. Fez parte do Comitê Central do Partido Comunista Cubano. Era ferrenha defensora das artes, da moda, da gastronomia e das flores da região, tudo em nome da história. Amava tanto as flores que, Fidel a chamava de ‘flor autóctone” (nativa).
Morreu de câncer em 1980 e a casa onde nasceu agora é museu. Ganhou um mausoléu em Havana onde está sempre coberto de flores. É tida como heroína. E mais: é impossível escrever a história de Fidel Castro sem citar Célia Sanchez. Guerrilheira sim, mas sem perder a ternura.

Celia Sanchez não foi apenas a mais importante recrutadora e organizadora da Revolução Cubana, ela também foi a guerrilheira mais corajosa e mais determinada nas montanhas de Sierra Maestro durante os três anos cruciais em que Fidel Castro estava na prisão ou no México. Sem Celia não teria havido nenhuma revolução para Fidel se juntar.


__Organização e publicação: Gláucia Lima (escritora, editora do Blog: Ser İVoz!) – vice-presidente da Casa de Amizade Brasil/Cuba-CE e Coordenadora do FMFi – Fórum de Mulheres no Fisco.

Ser İVoz! https://t.co/NDcvjPsBJF

Nenhum comentário:

Postar um comentário